

O VELHO CLÃ, MOLDADORES DE CARNE
Se alguém chamasse um Pravat de desumano e sádico, o Pravat provavelmente o elogiaria por sua perspicácia e então demonstraria que sua definição mortal de sadismo era ridiculamente inadequada. Educados, inteligentes e curiosos, um Pravat pode parecer, à primeira vista ou em uma breve conversa, um dos vampiros mais agradáveis – no entanto, após uma inspeção mais detalhada, fica claro que se trata apenas de uma máscara que esconde algo estranho e monstruoso.
Para os Pravat, a posse é tudo. Eles visam sempre conquistar e governar e esse é um assunto que eles costumam pensar de modo possessivo, possuir pelo simples propósito de possuir e manter o que é seu longe das mãos de outros a qualquer custo. Essa possessividade implacável se estende até mesmo à forma física dos Pravat, que se consideram os proprietários absolutos de seu corpo, fazendo uso da Vicissitude para moldar livremente a carne e ossos de seus corpos e de suas vítimas.
Por tudo isso, os Pravat são conhecidos por uma combinação de arrogância aristocrática e distanciamento emocional. Eles se veem como seres superiores, acima das preocupações mundanas dos mortais e dos outros vampiros, e sua obsessão pela perfeição e pelo controle absoluto é o que justifica seu comportamento muitas vezes sádico e manipulador.


PRAVAT
DISCIPLINAS
Animalismo, Dominação, Vicissitude
ATRIBUTOS
Em breve
O ABRAÇO
Os Pravat são conhecidos por sua abordagem única e aterrorizante do Abraço, que vai além da simples conversão de um mortal em vampiro. Para eles, o Abraço é um ritual brutal e doloroso, onde o novo membro é moldado tanto física quanto mentalmente para se alinhar com os altos padrões da linhagem. Durante o processo, Pravat utiliza a disciplina Vicissitude para esculpir seu mortal, marcando-o com a perfeição esperada. Muitos membros da linhagem veem no próprio ato do Abraço uma forma de posse, mantendo uma relação quase de propriedade com sua progênie.
A seleção de um candidato para o Abraço é rigorosa. Os Pravat valorizam a pureza de sangue e o potencial genético, procurando mortais com constituições físicas e mentais que suportem a manipulação e transformação necessárias. Habilidades e talentos únicos, como conhecimentos esotéricos, talentos artísticos ou habilidades em áreas como ciência e medicina são altamente valorizados, assim como a lealdade potencial e a capacidade de submissão do mortal. Indivíduos rebeldes ou avessos à autoridade são geralmente descartados.
A HUMANIDADE E A BESTA
Os Pravat frequentemente enfrentam uma batalha interna entre sua Humanidade e a Besta que reside dentro deles. Esta luta é exacerbada pela sua obsessão com a manipulação da carne e a infringência de dor, práticas que tendem a corroer a empatia e a moralidade que são centrais para a manutenção da Humanidade.
Para muitos Pravat, a Besta não é simplesmente uma força a ser combatida, mas um aspecto intrínseco de sua existência vampírica que deve ser compreendido e, em alguns casos, aceito. Eles veem a Besta como um desafio a ser controlado e uma fonte potencial de poder. Alguns escolhem abraçar este lado monstruoso, caminhando pelo caminho do Monstro, onde a aceitação da Besta é vista como um meio de alcançar maior entendimento e controle sobre sua verdadeira natureza.
No entanto, nem todos os Pravat se rendem completamente a esse lado sombrio. Existem aqueles que, apesar das práticas grotescas e dos rituais arcaicos de sua linhagem, ainda se esforçam para manter algum semblante de sua antiga moralidade. Eles lutam para preservar fragmentos de sua Humanidade, buscando equilíbrio entre a necessidade de controlar a carne e a vontade de manter uma conexão com os valores e princípios humanos.
A MÁSCARA
Embora os Pravat frequentemente residam em reclusão, aqueles que interagem com o mundo exterior devem manter a Máscara, ocultando suas verdadeiras naturezas dos mortais. Este conceito, central para a sobrevivência de todos os vampiros, é especialmente desafiador para os Pravat devido às suas práticas grotescas de Vicissitude e a sua aparência frequentemente alterada.
Para esses mestres da carne, a Máscara é uma segunda pele. Utilizando Vicissitude, eles são capazes de moldar suas próprias formas humanas perfeitas ou adotar aparências mundanas para se misturarem com os mortais. Essa habilidade de manipulação física não só lhes permite esconder deformidades ou características inumanas, mas também os torna mestres da infiltração e da espionagem. Eles podem adotar a aparência de qualquer pessoa, assumindo identidades diferentes para se infiltrarem em diversas esferas da sociedade mortal.
Os Pravat são adeptos em criar personas convincentes e manipuladoras, usando sua percepção aguçada e conhecimento profundo da psicologia humana para enganar e manipular aqueles ao seu redor. Esta capacidade de adaptação e dissimulação permite-lhes operar no mundo humano sem levantar suspeitas, garantindo que suas atividades e a existência da linhagem permaneçam secretas.
Ao manter a Máscara, os Pravat não só protegem a sua própria segurança, mas também ajudam a preservar a paz frágil entre os vampiros e a humanidade. A habilidade de se camuflar perfeitamente no mundo humano é uma das muitas razões pelas quais os Pravat são temidos e respeitados tanto dentro da Sombrarquia quanto fora dela. A Máscara, para eles, é mais do que uma simples fachada; é uma ferramenta essencial de sobrevivência e dominação.
FRAQUEZAS E COMPULSÃO
Os Pravat são intrinsecamente ligados às suas raízes e à carga que seu domínio proporciona. Como dragões que protegem um tesouro especial, eles têm a necessidade intransponível de manter uma conexão com algo de grande importância em sua vida mortal – seja uma pessoa, um objeto, ou até mesmo um punhado do solo de sua terra natal. Falhar em fazer isso resulta em uma crescente debilitação, afetando sua saúde e poderes vampíricos.
Além disso, os Pravat são frequentemente acometidos por uma compulsão específica que reflete sua obsessão pela perfeição e controle. Esta compulsão se manifesta como uma necessidade incontrolável de modificar ou esculpir carne, seja a sua própria, a de seus servos ou de suas vítimas. Esta necessidade pode surgir em momentos de grande estresse ou quando se deparam com imperfeições que consideram intoleráveis. A compulsão pode levar a comportamentos extremos e arriscados, onde um Pravat pode se perder em sua obsessão, negligenciando perigos iminentes ou suas próprias necessidades imediatas. Assim, essas fraquezas e compulsões não só destacam a singularidade dos Pravat, mas também servem como um constante lembrete de suas limitações e da luta eterna entre seu desejo de controle e as forças que buscam dominá-los.
