

O CLÃ DOS ESCONDIDOS, RATOS DE ESGOTO


Os Bluttrate são o exemplo vivo de como o abraço pode ser uma verdadeira maldição. Marcados pela transformação horrenda, esses membros são deformados até se tornarem monstros repulsivos. A aparência grotesca os condena a viver nas sombras, despertando a ira e o desprezo de outros membros. Paradoxalmente, essa dolorosa transformação pode despertar neles uma profunda compaixão, tornando-os frequentemente os mais humanos entre os vampiros. Contudo, apesar de suas deformidades, os Bluttrate desenvolveram uma habilidade única para esconder suas feições, mesmo assim, continuam a carregar o estigma e a repulsa que sua condição impõe.
Apesar de seu aspecto repulsivo, os Bluttrate desenvolveram a capacidade de descobrir e guardar segredos. Conhecidos como Ratos de Esgoto, eles são informantes respeitados devido à sua habilidade sobrenatural em furtividade, podendo se tornarem invisíveis.
A vida dos Bluttrate é, essencialmente, solitária e alienante. Cada um reage à maldição de maneira diferente, refletindo suas forças mentais e emocionais. Alguns se tornam crueis e amargurados, enquanto outros, tragicamente, se resignam à sua condição de párias. Há aqueles que se veem como profetas ou avatares dos Amaldiçoados, abraçando o verso "Eu sou uma Besta para que uma besta eu não me torne".
BLUTTrATE
DISCIPLINAS
Animalismo, Ofuscação, Potência
ATRIBUTOS
Em breve
O ABRAÇO
Os Bluttrate tendem a abraçar pessoas que já possuem características físicas que são consideradas repulsivas, indivíduos rejeitados pela sociedade, e aqueles que se destacam pela inteligência e perspicácia. Para eles, o Abraço é uma jornada através da degradação, pois o sangue gradualmente deforma os tecidos de seus corpos, transformando-os em grotescas abominações. Semanas de dor resultam em deformidades que lembram terríveis defeitos congênitos, protuberâncias cancerosas, lesões incapacitantes e feridas semelhantes à lepra. Aqueles que suportam essa transformação tornam-se ecos monstruosos do que foram no passado.
A HUMANIDADE E A BESTA
Nos Bluttrate, a Besta pode ser especialmente desafiadora devido à sua aparência grotesca e à alienação que enfrentam dos outros membros e da sociedade em geral. A repulsa e o isolamento podem alimentar esses impulsos predatórios, levando alguns Bluttrate a se tornarem mais crueis e sádicos, uma expressão direta da influência da Besta.
Por outro lado, a humanidade representa a parte mais compassiva, ética e moral dos Bluttrate. É a força que os conecta às suas antigas identidades humanas e os impede de se entregarem totalmente à Besta. Muitos Bluttrate lutam para manter um senso de humanidade, apesar das dificuldades impostas pela sua condição. Eles buscam compreender o sofrimento alheio, encontrar compaixão em meio à sua própria dor e resistir aos impulsos mais sombrios induzidos pela Besta.
A MÁSCARA
A "máscara" para os Bluttrate é crucial para sua sobrevivência no mundo dos mortais e dos vampiros. Representa tanto uma habilidade física quanto uma necessidade emocional de ocultar sua verdadeira natureza grotesca e sombria. Para preservá-la, os Bluttrate usam próteses, maquiagem elaborada e técnicas de ilusão para se assemelhar aos humanos. Evitam confrontos diretos, desenvolvem personas alternativas e controlam sua Besta interior. Dependem de redes de informação e aliados para se protegerem.
Em suma, investem muita energia na preservação de sua máscara para operar nas sombras sem revelar sua verdadeira identidade. A pressão de manter a "máscara" pode levar a uma perda gradual de contato com sua própria humanidade, à medida que mergulham mais fundo no mundo das sombras e do engano. Portanto, a "máscara" dos Bluttrate não é apenas uma questão de disfarce físico, mas também uma representação complexa das lutas internas e externas que enfrentam como seres sobrenaturais.
FRAQUEZAS E COMPULSÃO
Repulsivos, hediondos e vis, todos os Bluttrate são fisicamente deformados de alguma forma pelo Abraço. Alguns ainda conseguem se passar por mortais, enquanto outros são quebras da Máscara ambulantes. Eles também têm a necessidade compulsiva de saber e espionar entre os vampiros. Ele é consumido por uma fome de segredos – de saber o que poucos ou ninguém mais sabe – quase tão forte quanto sua sede de sangue. Ele também se recusa a dividir segredos, exceto em estrita troca por segredos ainda maiores.
